BURRO.NHURRO.AMADOR.BOMBEIRO.SAPADOR.LAMBE.CANTOS.BESTA.QUADR
ADA.AZUL.E.PINTADA.LINGUARUDO.GUEDELHUDO.PENSAMENTO.DE.RENA.IDIO
TA.CHAPADO.MACACO.ACHATADO.TOALHA.DE.MESA.AOS.QUADRADOS.PINTIN
HAS.NAS.POÇAS.DAS.SARGETAS.ENTUPIDAS.DA.RUA.PAREDE.INFINITA.TINTA.
REBOCADA.RANHOSO.FACADA.MARTELADA.PINCEL.SEM.CABEÇA.NEM.CÚ.QUE.
SE.VEJA.SEM.IDEIA.PRÓPRIA.NEM.ALUGADA.SEGUIDOR.CEGO.BRUTO.CACO.GOTA.
NUM.LAGO.DE.IDIOTAS.SUADOS.MASTRONÇO.PALONÇO.BASOFO.BALOFO.CHAPA.
7.SEM.SÉRIE.MARCADA.FOLHA.RASGADA.CORTE.DE.PAPEL.NALÍNGUA.DO.IDIOTA
.PARVALHÃO.PORTA.CORCOMIDA.E.MACARRÃO.PARA.CÃES.CARAPAU.DE.SOLUÇO
.CENTOPEIA.RACHADA.VELHO.RANÇOSO.RANHOSO.PUTO.ESTÚPIDO.PARVO..PAR
VO…PARVO.
Wednesday, December 06, 2006
e, de repente,
parou.
Assim, do meio do nada, parou.
Olhou para trás, não, não posso, já chega, virou-se para a frente e tentou respirar.Vamos, é fácil. Não, não posso. É fácil, sabes lá tu, deixa-te de merdas e respira, pára com isso! Não é por me dizeres para respirar que vai ser mais fácil! Não é -DE TODO- fácil! Pára! Bate, bate, bat, bat batbat, bat, batbat, não bate. Respira, está quieto! Vamos, pára! não parou. inspira, ainda não parou, bate bate, batbat. suspira, mas respirar é mais difícil. Não se pode deixar pensar nisso. nem deixar de pensar. Não me toques. Mas temos de saír daqui, não temos de ir a lado nenhum, não me toques. Não sente os joelhos, deixou-os lá atrás, quando virou a enésima esquina sempre, sempre a acelerar, respira, já nem consegue rir. Tem os lábios trancados num esgar que lhe rasga a cara até à nuca, mas nem isso facilita a entrada do ar, cortante. que nem lâminas. soluça, já não sabe o que fazer, já nada controla, já nada comanda, nem o senso comum, nem o juízo, nem o batebate nem o deixar de bater. Até isso está nas mãos de outra pessoa, não batas, por favor, não me batas mais. Não sente os dedos, partiram-lhos lá atrás, quando dobrou a enésima mentira sempre, sempre a inventar, a acelerar, inspira, já nem consegue soletrar. Tem os ouvidos marcados por riscas de som que lhe passaram a cabeça enquanto corria, mas nem isso impede que ouça a voz afilada que penetra o cérebro de lés a lés. soluça, já não sabe o que fazer, tem cada vez menos controle, já nada comanda, nem a ponta dos dedos, nem a ponta da língua, nem o pulsar nem o deixar de doer. Até isso está nas mãos de outra pessoa, não doas, por favor, não me magoes mais. Não sente as costas, quebraram-lhe o pescoço lá atrás, quando lhe partiram a enésima costela sempre, sempre, sempre a abrir, sem hesitar, sem duvidar que não voltariam a pensar no que estavam a fazer. Sem duvidar de que se esqueceríam da sua cara, do seu ser, do seu olhar ensaguentado como demasiados outros, da maneira como lhe rasgaram a língua com um alicate redondo, como lhe enfiaram o crâneo para dentro com um tijolo quando começou a correr, demasiado longe para que lhe chegassem punhos, bolas de ferro, que se lhe destinavam. Sem duvidar, sem esquecer o pormenor, para depois não lembrar de mais um, igual, menos um, melhor. Não sente a testa, muito menos os lábios, arrancaram-lhos quando queriam respostas os mestres da retórica, quando lhe estilhaçaram o enésimo dente e o fizeram engolir na pressa de consumar a sua mentira. Entre dentes, não, nem os odia ranger. Já nem se podia conter, não deixaram, mas deixaram-lhe o corpo ali, mas não lhe deixaram nada com que se pudesse identificar. Nem deixaram que tivesse alguma dignidade, até esses farrapos lhe levaram. Deixaram-lhe o bater, o bate bate, o bat bat o bat -- já bate pouco, pouco falta para resistir. Por favor. Não bate. Por favor. virem-se. deixem que não bata. virem-se, por favor. deixem-me. aqui. deixem que fique aqui... até que deixe de me bater. até que não bata. até que não... não bate.
e, de repente, parou.
Assim, do meio do nada, parou.
Olhou para trás, não, não posso, já chega, virou-se para a frente e tentou respirar.Vamos, é fácil. Não, não posso. É fácil, sabes lá tu, deixa-te de merdas e respira, pára com isso! Não é por me dizeres para respirar que vai ser mais fácil! Não é -DE TODO- fácil! Pára! Bate, bate, bat, bat batbat, bat, batbat, não bate. Respira, está quieto! Vamos, pára! não parou. inspira, ainda não parou, bate bate, batbat. suspira, mas respirar é mais difícil. Não se pode deixar pensar nisso. nem deixar de pensar. Não me toques. Mas temos de saír daqui, não temos de ir a lado nenhum, não me toques. Não sente os joelhos, deixou-os lá atrás, quando virou a enésima esquina sempre, sempre a acelerar, respira, já nem consegue rir. Tem os lábios trancados num esgar que lhe rasga a cara até à nuca, mas nem isso facilita a entrada do ar, cortante. que nem lâminas. soluça, já não sabe o que fazer, já nada controla, já nada comanda, nem o senso comum, nem o juízo, nem o batebate nem o deixar de bater. Até isso está nas mãos de outra pessoa, não batas, por favor, não me batas mais. Não sente os dedos, partiram-lhos lá atrás, quando dobrou a enésima mentira sempre, sempre a inventar, a acelerar, inspira, já nem consegue soletrar. Tem os ouvidos marcados por riscas de som que lhe passaram a cabeça enquanto corria, mas nem isso impede que ouça a voz afilada que penetra o cérebro de lés a lés. soluça, já não sabe o que fazer, tem cada vez menos controle, já nada comanda, nem a ponta dos dedos, nem a ponta da língua, nem o pulsar nem o deixar de doer. Até isso está nas mãos de outra pessoa, não doas, por favor, não me magoes mais. Não sente as costas, quebraram-lhe o pescoço lá atrás, quando lhe partiram a enésima costela sempre, sempre, sempre a abrir, sem hesitar, sem duvidar que não voltariam a pensar no que estavam a fazer. Sem duvidar de que se esqueceríam da sua cara, do seu ser, do seu olhar ensaguentado como demasiados outros, da maneira como lhe rasgaram a língua com um alicate redondo, como lhe enfiaram o crâneo para dentro com um tijolo quando começou a correr, demasiado longe para que lhe chegassem punhos, bolas de ferro, que se lhe destinavam. Sem duvidar, sem esquecer o pormenor, para depois não lembrar de mais um, igual, menos um, melhor. Não sente a testa, muito menos os lábios, arrancaram-lhos quando queriam respostas os mestres da retórica, quando lhe estilhaçaram o enésimo dente e o fizeram engolir na pressa de consumar a sua mentira. Entre dentes, não, nem os odia ranger. Já nem se podia conter, não deixaram, mas deixaram-lhe o corpo ali, mas não lhe deixaram nada com que se pudesse identificar. Nem deixaram que tivesse alguma dignidade, até esses farrapos lhe levaram. Deixaram-lhe o bater, o bate bate, o bat bat o bat -- já bate pouco, pouco falta para resistir. Por favor. Não bate. Por favor. virem-se. deixem que não bata. virem-se, por favor. deixem-me. aqui. deixem que fique aqui... até que deixe de me bater. até que não bata. até que não... não bate.
e, de repente, parou.
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